Data Report PIX 2025: a segurança em pagamentos instantâneos

Publicado em 16/10/25 | Atualizado em 16/10/25 Leitura: 13 minutos

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Data Report PIX 2025: a segurança em pagamentos instantâneos
Pesquisa Data Report PIX 2024: segurança em pagamentos instantâneos

Já parou para pensar quantas vezes no dia ou na semana você escuta ou fala expressões como “aceita PIX?” ou “faz um PIX”? Além dos números, isso prova que o método está cada vez mais presente no  cotidiano dos brasileiros, facilitando transferências e promovendo a inclusão financeira. No entanto, com a alta adesão da modalidade, surgiram também preocupações com a segurança em pagamentos instantâneos. 

A pesquisa Data Report PIX 2025, encomendada pela Data Rudder e conduzida pela Opinion Box, foi realizada para aprofundar o entendimento sobre como os usuários percebem a segurança e os benefícios do PIX, além de analisar o papel das instituições financeiras na proteção dos clientes e no suporte em situações de fraude. 

Antes de explorar os principais tópicos do estudo, faremos um panorama sobre o sistema, passando por seu lançamento e popularidade, iniciativas regulatórias contra atividades fraudulentas, medidas de segurança em pagamentos instantâneos e os golpes mais comuns relacionados ao PIX. 

Vamos lá?

 

Breve histórico do PIX

Criado pelo Banco Central do Brasil (Bacen) em novembro de 2020, o PIX foi idealizado com o objetivo de promover a digitalização das operações financeiras no país e expandir a inclusão bancária, oferecendo mais segurança em pagamentos instantâneos, além de agilidade e economia. 

Antes do sistema, o DOC (Documento de Ordem de Crédito) e a TED (Transferência Eletrônica Disponível) eram as alternativas disponíveis, porém com restrições. Enquanto a primeira exigia um prazo de até um dia útil para disponibilização do dinheiro, a segunda, apesar de mais rápida, estava limitada a horários e frequentemente implicava na cobrança de tarifas.

Já o PIX, eliminou os custos adicionais e possibilitou o envio de transferências sem restrições de dias e horários, marcando a expansão dos pagamentos A2A (account to account) no país. Além disso, o sistema contribuiu para a bancarização de mais de 70 milhões de pessoas.

Popularidade do meio de pagamento

Os números vão além. O ano de 2024 ficou marcado pela consolidação do PIX como a principal opção de pagamento dos brasileiros, respondendo por mais de 80% das transferências e pagamentos realizados no país.

Segundo dados do Banco Central, foram registradas mais de 62 bilhões de transações, um crescimento de quase 48% em relação ao ano anterior. O PIX ultrapassou o número de operações feitas com cartões de crédito e débito, boletos, TED, DOC, cheques e TEC (Transferência Especial de Crédito) somados.

Em valores movimentados, foram mais de R$ 26 trilhões transacionados no ano de 2024, um avanço superior a 50% em comparação a 2023.

O ritmo de expansão também aparece no número de cadastros. Em setembro de 2025, já havia mais de 890 milhões de chaves PIX registradas e 177 milhões de usuários cadastrados no DICT (Diretório de Identificadores de Contas Transacionais).

Esse crescimento expressivo também chama atenção por outro motivo: ele atrai cada vez mais a ação de golpistas. Com a popularização do sistema, crescem as tentativas de explorar brechas de segurança, o que coloca a segurança em pagamentos instantâneos no centro das discussões do setor financeiro.

O PIX bancarizou mais de 70 milhões de pessoas e se tornou o meio de pagamento favorito dos brasileiros. Imagem: Freepik.

Medidas de segurança em pagamentos instantâneos

O aumento considerável de esquemas fraudulentos trouxe desafios de prevenção para as instituições, assim como para a proteção dos dados dos clientes.

Para ajudá-las, o Bacen tem atuado ativamente na implementação de regulamentações. A Resolução Conjunta nº 6, por exemplo, exige que as entidades autorizadas, compartilhem indícios de ocorrências ou de tentativas de fraudes, e emitam relatórios por meio de um sistema interoperável, promovendo mais segurança em pagamentos instantâneos. 

Para Beatriz Lima, CDO da Data Rudder, só a normativa não resolve o problema, mas complementa as práticas de prevenção já estabelecidas pelas instituições.

“A Resolução Conjunta n°6 é uma fonte complementar de informação sobre indícios de ocorrências e de tentativas de fraudes, que deve ser integrada aos processos de prevenção já existentes no onboarding e no transacional. Nessa integração, é importante analisar o detalhamento do indício, avaliando, por exemplo, se o documento é executor, reclamante ou destinatário, para tomar decisões mais acuradas”, disse. 

O MED (Mecanismo Especial de Devolução) é outra iniciativa do regulador. Criado em 2021, o sistema facilita as devoluções em caso de fraude, aumentando as possibilidades da vítima reaver o dinheiro perdido. 

Atualmente, a devolução dos recursos é feita apenas a partir da primeira conta, ou seja, da conta que originalmente cometeu a fraude. Entretanto, os valores costumam ser transferidos para contas subsequentes com agilidade, tornando essa estratégia de devolução pouco eficiente.

Para seguir o fluxo do dinheiro, a atualização do MED, conhecida como MED 2.0, tem o objetivo de atuar nessas falhas. As principais melhorias previstas no sistema são o rastreamento e bloqueio de valores em até cinco camadas de contas subsequentes à fraude e o aumento do prazo para a devolução dos recursos.

Além disso, para aprimorar o sistema, o Bacen tornou obrigatório, em 1° de outubro de 2025, o botão de autoatendimento do MED, permitindo que participantes contestem uma transação sem a necessidade de interação humana.

Golpes mais comuns no PIX

Falando sobre segurança em pagamentos instantâneos, as facilidades do sistema também são vistas como ferramentas para a elaboração das fraudes. Inclusive, o MED já tem sido utilizado para a aplicação do golpe do “PIX errado”. Entenda abaixo como funciona essa e outras práticas criminosas comuns no PIX.

PIX errado

O golpista faz uma transferência para a conta da vítima utilizando uma chave PIX de número telefônico, na maioria dos casos. Em seguida, faz contato e, alegando ter cometido um equívoco na transação, solicita a devolução do valor para uma nova chave. 

Enquanto a pessoa procede com o envio para a conta indicada, o estelionatário se aproveita do MED para também requisitar ao banco o estorno do valor. Com isso, a quantia sai da conta da vítima duas vezes: uma pelo envio que ela fez e outra pela retirada feita através do mecanismo.

“É importante que a vítima utilize sempre a função “devolver” no próprio aplicativo do banco ao receber um “PIX errado”. Dessa forma, o MED reconhece a devolução e o valor retorna para a conta de origem, invalidando a tentativa de fraude e impedindo o golpista de acionar a ferramenta. A segurança em pagamentos instantâneos também depende bastante da educação dos usuários sobre essas novas modalidades”, alerta Beatriz. 

Falsa central

Por meio de um número 0800, os criminosos fingem ser representantes de uma instituição financeira ao enviarem uma mensagem de texto alertando sobre uma possível compra fraudulenta e instruindo a pessoa a entrar em contato com uma suposta central de atendimento. Durante a ligação, informam que a transação está sob análise e, por isso, a compra não aparece na fatura, orientando então a vítima a realizar uma transferência para resolver a situação ou baixar um programa espião.

 

Golpistas exploram a popularidade do PIX para aplicar golpes. Imagem: Freepik.

Clonagem do WhatsApp

Pelo aplicativo de mensagem, o estelionatário entra em contato fingindo ser de uma empresa na qual a vítima está cadastrada. Na conversa, solicita um código de segurança enviado por SMS, alegando a necessidade de uma atualização cadastral. Com esse código, o criminoso consegue acessar a conta de WhatsApp da pessoa por outro aparelho e passa a enviar mensagens para os contatos, pedindo dinheiro via PIX.

Engenharia social com WhatsApp

Parecida com o golpe anterior, nessa tática os criminosos vão ainda mais longe. Eles criam um novo perfil com foto da pessoa e acessam a lista de contatos. Nas conversas, se passam pela vítima, dizendo que trocaram de número e que precisam de dinheiro para uma situação de urgência.

Malwares

O crime acontece com a ajuda de malwares, softwares maliciosos que infectam dispositivos. A vítima recebe uma mensagem de texto – por WhatsApp, SMS ou email – com um link, em uma tática conhecida como phishing. 

Os malwares mais comuns em circulação são: BrasDex, GoatRAT, GoPIX e Brats. Para evitá-los, é importante não clicar em links desconhecidos e não baixar programas e aplicativos fora da loja oficial do dispositivo.

Empréstimo

O criminoso faz contato com a vítima, alegando ter feito um PIX por engano e solicitando a devolução do valor. A vítima, sem suspeitar, verifica o dinheiro em sua conta e devolve a quantia para a chave informada. Na verdade, o dinheiro transferido pelo criminoso foi obtido por meio de um empréstimo feito em nome da vítima, que só descobrirá o golpe quando for cobrada pelo banco.

 

Diante dessas e de outras estratégias utilizadas pelos fraudadores, como fica a confiança dos usuários com o método instantâneo? É isso que a pesquisa Data Report PIX 2025 mapeou. 

 

Data Report PIX 2025

O levantamento contou com a participação de 1.039 pessoas, com idades entre 18 e 65 anos, bancarizadas e distribuídas por todas as regiões do país. As entrevistas foram realizadas online, por meio do Painel de Consumidores da Opinion Box, de abrangência nacional. A base de voluntários, composta por mais de 1 milhão de cadastrados com CPFs autenticados pela Receita Federal, é regularmente auditada para garantir a qualificação dos entrevistados e a qualidade das respostas.

A maioria dos entrevistados (81%) utiliza o PIX para transferências. O estudo apresenta como esses usuários se comportam no sistema financeiro, suas percepções sobre a segurança nos pagamentos instantâneos e suas experiências com fraudes envolvendo o PIX.

Quem e como utiliza o PIX

A pesquisa apontou que o PIX é amplamente utilizado por todas as classes sociais, com destaque para as classes D e E, que recorrem ao método para operações diárias, como pagamentos entre amigos e compras online. Já nas classes A e B, o uso tende a ser semanal, principalmente para transferências entre amigos, compras no comércio em geral e pagamentos em bares e restaurantes.

Sobre preferências e frequência de uso, o Data Report PIX 2025 revelou que:

  • A maioria dos usuários prefere inserir a chave PIX para realizar as transações;
  • 42% utilizam o PIX semanalmente e 40% diariamente;
  • A maior parte das operações é de valores baixos, com 59% entre R$ 50 e R$ 300.

Percepção de segurança 

Embora 80% dos entrevistados considerem o PIX confiável, o aumento das fraudes preocupa os usuários.

  • 70% perceberam crescimento nos golpes via PIX;
  • Entre os que não utilizam a ferramenta, 18% citam a dificuldade de reembolso e outros 18% evitam o sistema por medo de sofrer uma fraude.

Principais ameaças e medos dos usuários 

O roubo de celulares lidera o ranking de preocupações, sendo citado por 72% dos entrevistados. Esse dado reforça a importância da segurança no uso cotidiano do PIX. Os principais receios mapeados foram:

  • 69% têm medo de clonagem do WhatsApp;
  • 68% temem ter dados roubados;
  • 67% receiam acessar sites ou aplicativos falsos.

 

“É fundamental confirmar a identidade da pessoa antes de fazer qualquer transferência, de preferência por uma ligação de voz ou áudio, observando a forma de falar e assuntos em comum.” — Beatriz Lima, CDO da Data Rudder.

Crimes de engenharia social ameaçam a segurança do PIX. Imagem: Freepik.

Responsabilidade das instituições financeiras 

A pesquisa mostra que quase 70% dos usuários acreditam que a responsabilidade pela prevenção e combate às fraudes no PIX é das instituições financeiras. Entre os que foram vítimas de golpes, 55% receberam algum tipo de atendimento, mas 19% avaliaram a experiência de forma negativa.

A recuperação dos valores perdidos também se destacou como preocupação relevante:

  • 44% não conseguiram reaver o dinheiro;
  • 35% recuperaram totalmente;
  • 21% recuperaram parcialmente.

 

A credibilidade das instituições financeiras também sofre impacto após uma fraude:

  • 31% relataram diminuição na confiança;
  • 13% disseram não confiar mais na instituição.

 

“Para as instituições financeiras, o principal agravante não é o valor da fraude, mas o impacto que a falta de confiança do usuário pode ter na reputação da empresa. É evidente que, na percepção dos clientes, a segurança deve partir do prestador de serviço. Os mecanismos antifraude atuam nos bastidores, mas seu impacto é perceptível na proteção de todo o ecossistema financeiro e de seus usuários.” — Rafaela.

Baixe a pesquisa Data Report PIX 2025

Indispensável para instituições e profissionais do setor financeiro, o relatório apresenta dados exclusivos sobre hábitos e percepções dos usuários do PIX. Além disso, fornece insights estratégicos para o desenvolvimento de medidas preventivas, capazes de detectar e mitigar riscos transacionais e reputacionais.

Baixe agora o Data Report PIX 2025 e aprofunde sua compreensão sobre a segurança e a evolução dos pagamentos instantâneos no Brasil.

Data Report PIX 2025 - segurança em pagamentos instantâneos

Sobre a Data Rudder

A Data Rudder é uma empresa especializada em soluções de data analytics para o mercado de prevenção à fraude. 

Atualmente, a empresa oferece três soluções em seu portfólio de produtos: o DeLorean Antifraude Transacional, que atua na detecção das fraudes via PIX, TED, cartão e boleto; o DataBusters, plataforma desenvolvida em parceria com a B3 para o compartilhamento dos indícios de fraude segundo as Resoluções nº6 e nº343 do Banco Central; e o Monitora PLD, plataforma de análise transacional para a prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. 

Para saber como sua instituição pode se beneficiar com cada uma dessas soluções, entre em contato e agende uma demonstração.

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